Turnê de despedida do Arashi movimenta 137,5 bilhões de ienes e impulsiona turismo e economia no Japão.
A turnê de despedida do Arashi tornou-se um dos maiores fenômenos culturais e econômicos do Japão em 2026.
O grupo encerrou uma trajetória de 26 anos e meio.
Como resultado, milhões de fãs buscaram uma última oportunidade para assistir às apresentações.
Segundo estimativas do portal especializado Keizai Koka.NET, os 15 shows realizados em cinco cidades japonesas geraram um impacto econômico de aproximadamente 137,5 bilhões de ienes.
O valor equivale a cerca de US$ 858 milhões.
Além disso, o resultado colocou a turnê entre os eventos musicais mais lucrativos da história recente do país.

Arashi encerrou uma carreira marcada por recordes
O grupo Arashi estreou em 1999.
Rapidamente, tornou-se um dos maiores fenômenos da música japonesa.
Ao longo da carreira, os integrantes acumularam sucessos, programas de televisão e campanhas publicitárias.
Além disso, conquistaram uma base de fãs extremamente fiel.
Por esse motivo, a despedida gerou enorme expectativa.
As apresentações ocorreram entre março e maio.
As cidades escolhidas foram Hokkaido, Tokyo, Aichi, Fukuoka e Osaka.
O público total alcançou aproximadamente 800 mil espectadores.
Venda de ingressos movimentou bilhões
Os ingressos custavam cerca de 12 mil ienes.
Além disso, havia taxas adicionais de serviço.
Como resultado, a arrecadação direta com bilheteria chegou a aproximadamente 10,9 bilhões de ienes.
O show final também foi transmitido pela internet.
A transmissão ampliou significativamente o alcance do evento.
Estimativas apontam receita superior a 7,6 bilhões de ienes apenas com a exibição online.
Produtos oficiais impulsionaram as vendas
Outro destaque foi a comercialização de produtos oficiais.
Itens comemorativos tornaram-se extremamente procurados.
Muitos fãs adquiriram lembranças exclusivas da turnê.
Além disso, diversos produtos esgotaram rapidamente.
As vendas de mercadorias foram estimadas em 10,5 bilhões de ienes.
Como resultado, o consumo relacionado ao grupo ultrapassou os limites dos locais dos shows.
Turismo musical fortaleceu economias locais
A despedida do Arashi também fortaleceu o chamado turismo musical.
Muitos fãs viajaram entre diferentes regiões do Japão.
Além disso, permaneceram nas cidades antes e depois dos espetáculos.
Os gastos incluíram:
- Transporte;
- Hospedagem;
- Alimentação;
- Compras;
- Passeios turísticos.
Consequentemente, hotéis, restaurantes e comércios registraram aumento no movimento.
Os gastos com hospedagem foram estimados em 6,7 bilhões de ienes.
Já o transporte movimentou aproximadamente 5,8 bilhões de ienes.
Efeitos indiretos superaram metade do impacto total
Os benefícios econômicos não ficaram restritos aos fãs.
Empresas de segurança, logística e operação de eventos também foram beneficiadas.
Além disso, trabalhadores contratados para os espetáculos geraram novos ciclos de consumo.
Como resultado, os efeitos indiretos alcançaram cerca de 75 bilhões de ienes.
Esse valor representa mais da metade do impacto econômico total.
Fenômeno mostra força da indústria do entretenimento japonesa
Especialistas destacaram a dimensão dos resultados.
O economista Mitsumasa Eto afirmou que poucos eventos musicais alcançaram números semelhantes.
Segundo ele, a combinação entre exclusividade e despedida impulsionou os gastos dos consumidores.
Além disso, a forte conexão emocional dos fãs ampliou a procura por ingressos e produtos.
Arashi deixa legado além da música
O encerramento das atividades do Arashi marcou o fim de uma era no entretenimento japonês.
No entanto, os números demonstram que o legado do grupo permanece extremamente relevante.
Além disso, a turnê mostrou como a música pode movimentar diversos setores econômicos.
Em conclusão, a despedida do Arashi transformou-se em um fenômeno nacional. O impacto ultrapassou os palcos e beneficiou cidades, empresas e milhares de trabalhadores, confirmando a força da indústria cultural japonesa.

Roger Tokunaga é um jornalista investigativo com mais de 15 anos de experiência, graduado pela USP e pós-graduado em Relações Internacionais pela FGV. Atuou como correspondente na Ásia pela Reuters e, atualmente, é editor-chefe de macroeconomia no portal Japan Review. Sua carreira é marcada pela cobertura de geopolítica, economia internacional e bastidores políticos.
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